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O que é importante?



"A livre iniciativa não pode ser justificada como sendo boa para o negócio, só pode ser justificada se for boa para a sociedade" (Peter Drucker)

A longo prazo, o sucesso depende da sustentabilidade. O que significa isso? Que cada empresa, seja pequena, média ou de grande dimensão, deverá contribuir para a melhoria das condições de vida das pessoas, do ambiente, da natureza e do universo. Não deve contaminar, não deve prejudicar, deve antes proteger e salvaguardar os bens tangiveis e intangíveis. Esse é o princípio fundamental da responsabilidade social. 

A responsabilidade social não exige que as empresas partilhem o lucro com a sociedade ou que resolveram os problemas da sociedade. A empresa deverá transpor a responsabilidade para as suas actividades diárias. Muitas vezes, um exercício esclarecido de auto-interesse também poderá resolver alguns problemas da sociedade, em geral. Por isso apelamos à responsabilidade social como um recurso para encontrar um terreno comum entre os diferentes, e às vezes contraditórios, interesses das diversas partes interessadas.

As PME são a espinha dorsal da economia europeia. Na verdade, as PME oferecem a maior parte dos locais de trabalho.
Estão, muitas vezes, intimamente ligadas às regiões e às comunidades locais; enquanto que as grandes organizações operam globalmente, em todo o mundo, e por vezes, deslocalizam-se para zonas mais rentáveis. As PME encontram-se muito mais dependentes da aceitação de seu comportamento responsável na comunidade local. As PME constroem uma reputação de boas vizinhas, com capacidade de atrair talentos, de vender os seus produtos localmente, de manter boas relações com os fornecedores e de evitar conflitos com o governo e as autoridades locais.

 
Porque é importante a responsabilidade social para as PME?

A pesquisa demonstra que uma boa gestão das medidas de responsabilidade social corporativa contribui para o sucesso das PME, em particular, quando alicerçada numa perspectiva de longo-prazo.

 

Mesmo no curto-prazo, os benefícios são visíveis:

 

- Capacidade de atrair, de motivar e de reter o talento nas organizações e os colaboradores mais qualificados;

- Elevada flexibilidade da força de trabalho;

- Elevada produtividade, obtida pela via da melhoria das qualificações dos colaboradores;

- Aumento de vendas e da quota de mercado;

- Melhoria da imagem da empresa;

- Aumento da reputação e da credibilidade;

- Redução dos conflitos;

- Redução dos custos através da optimização de recursos;

- Aumento da atractividade face a investidores;

- Aumento das possibilidades de mercado através da melhoria do relacionamento com as partes interessadas.   
Além disso, nas PME as práticas socialmente responsáveis fomentam a procura de novos mercados, diferenciam as empresas, permitem reduzir custos e riscos com serviços jurídicos e de seguro, contribuem para criar novos produtos e processos mais inovadores, preparam a mudança. Além desses efeitos no negócio, possivelmente o factor mais importante, porém, é que as PME com estas características procuram soluções win-win, em vez de estratégias de conflito, e contribuem para acrescentar valor e qualidade de vida para todas as partes interessadas.

Ao gerir as iniciativas de responsabilidade social de forma estratégica e consciente, as PME podem, mais facilmente, potenciar as suas vantagens.

A RS deve ser vista como uma melhoria contínua e parte do modelo de excelência empresarial.

Os valores pessoais e éticos dos gestores das PME, dos gerentes e colaboradores são uma importante forte motivação para as empresas, em especial, na atenção dada às questões sociais e ambientais. O Projecto SOCIALSME apresenta o  "conceito 6 x 3" para a construir uma estratégia de RS nas PME que responda a esses valores e motivações.

 
Quais os custos de não fazer nada?
Uma frequente objecção para aumentar o QI das empresas são os potenciais custos envolvidos. Claro que não se pode ignorar que a empresa deverá efectuar esforços e investimentos em recursos para promover a responsabilidade social. Contudo, o cálculo destes custos, não deve ignorar os custos de não actuar, de ficar parado. De facto, muitos desses custos são um impedimento para o sucesso do negócio das PME.
Entre os mais variados factores, a não adopção de práticas socialmente responsáveis poderá levar aos seguintes problemas/ameaças:

 

A elevada rotatividade dos colaboradores

Um aumento dos clientes queixosos

A incapacidade de ligar com a mudança

A incapacidade de atrair talentos

A incapacidade de gerir conflitos entre os diversos departamentos

A incapacidade de geriar conflitos entre colaboradores

O elevado pagamento de indemnizações aos vizinhos


Estas são as mais relevantes preocupações das grandes empresas, e em muitos casos com evidentes repercussões na resolução de conflitos. Mas estas ameaças também bastante válidas para as PME, e neste caso, as PME têm muito menos recursos para lidar com tais conflitos. Em caso de conflito graves, as PME dedicam uma grande parcela dos seus recursos a desenvolver esforços para resolver esses conflitos. Portanto, a prevenção destas situações através da Responsabilidade Social consolidada com a área de negócio, especialmente nas PME, é uma excelente estratégia.

Novamente neste casos as potenciais ameaças podem ser resolvidas pela estratégia de aprendizagem das PME, focadas na Responsabilidade Social.

É oportuno desenvolver formação para os jovens, os futuros empregados activos, com o objectivo de reforçar conhecimentos sobre RS. Caso contrário, com a diminuição generalizada da qualidade da força de trabalho e com a escassez de mão de obra qualificada, os jovens tendem a emigrar em busca de empresas socialmente responsáveis e de melhores condições de vida. O não investimento levará, a prazo, a um declínio geral das oportunidades de negócio das PME.
É urgente, também, proporcionar oportunidades de aprendizagem e de desenvolvimento para todos os trabalhadores, que levem as PME a ganhar valor concorrêncial junto de grandes empresas e a manter os funcionários mais talentosos.

Como consequência, as PME terão de lidar com pessoal menos confiável, menos flexível e menos produtivo.

Para os indivíduos à procura de empregado, um empregador que ofereça as melhores oportunidades de aprendizagem é um empregador preferencial, e com uma estratégia vencedora.
Por outro lado, o local de trabalho é onde passamos a maior parte de nossas vidas.

Onde o empregador proporciona oportunidades de carreira e de satisfação com a conciliação da vida profissional e pessoal.

As empresas que oferecem boas oportunidades de formação irão beneficiar de uma força de trabalho muito mais talentosa e produtiva. 

Por conseguinte, a melhoria geral da situação de aprendizagem e de formação nas PME deve ser uma pedra angular da sua estratégia de RS. O Projecto SOCIALSME pretende reforçar estes desígnios.

 


Inquérito

Do you think companies should show more responsibility towards their employees?
 

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